domingo, 17 de maio de 2015

Olho para esta folha.
Tão branca,
Que me possui,
Com o seu vazio.
Eu sei!
Nela irei escrever,
As mágoas, as alegrias.
Não sei, qualquer coisa,
Não interessa!
É tanto que sinto,
E nem sei o que escrever.
Ainda estou aqui,
Parado, a olhar.
Nada escrevo,
E já se faz tarde.
O que me leva a olhar?
Porquê que olho?
Nenhuma reacção,
Nenhum gesto.
Apenas nada sai!
Já deveria de estar a escrever.
É tão irónico.
Vivo afogado,
Em mares de palavras,
E ainda nada.
Já não me preocupa.
Elas vão chegar,
Mais tarde,
Mas chegaram,
Como sempre.

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