Estou em contagem,
O momento quase chega.
Não o sei,
Não o conheço!
Vejo-te longe,
Muito longe.
Cada ar respirado,
Eu sinto-te,
Num cheiro desconhecido!
Cada segundo passado,
Consigo ouvir-te a chegar,
Numa distância de outro mundo!
Conto as tuas histórias,
A mim mesmo,
Para que acredite.
Como se já existisse!
Um eu, um tu, um nós,
Um principalmente tu!
Em sonhos vi-te,
Em sonhos chegas-te,
Em sonhos abandonei-te.
A vida!
Ela deu-me razões,
Para um medo!
Ainda não chego,
Mas sinto te tão perto!
Quando me vejo assim,
Tu aqui, eu em ti,
Não acredito!
Continuas,
E longe vais.
Esperas-me assim,
Partido ao meio.
E ainda desejas,
Um movimento até ti,
Um suspiro,
Um pequeno suspiro.
Ficas assim,
Com fé,
Que deixe tudo para trás.
O teu desejo,
Agarra-me de longe,
E puxa-me para fora,
De um vazio que me enche.
Eu pergunto-me,
“Como é que me esperas,
E ainda não me conheces?”
Aceitas-me assim,
Ferido para me curar,
Com sorrisos,
Com tanto que tens.
Aos poucos,
Chego ao teu longe,
Onde me esperas,
Onde eu ainda sonho contigo.
Pode ser que a vida,
Aceita-me de novo,
E viva para te escrever,
Como sempre tentei.
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