segunda-feira, 11 de maio de 2015

Por uma fé,
Eu a joelho-me.
A fim que me escolhe.
Sinto-a como única,
Como verdadeira.
Já estou tão tarde,
E não durmo.
Sou chamado,
De várias formas,
Para morrer,
Para viver.
Um sorriso de água pura,
Que me mexa sem tocar-me.
Conquista-me, molha-me.
Sou deixado em fogo,
Onde a crença me sacrifica.
Luto tanto!
E tanto não me chega.
A sede já é muita,
E água existe em todo lado!
Mas não bebo,
Não me mata a sede.
Não apenas água!
O desespero de beber,
Levou-me ao engano tanta vez!
Pensei que era a tal fonte de água rara,
Não reparei em sujidade alguma.
Dos seus apenas golos,
Que me levaram à ilusão.
E bebia,
Cheio de vontade.
Sujou-me por dentro,
Deixou-me com medo de voltar a beber.
É raro quando me apaixono,
Por uma sede,
Por uma água,
E me faça atirar para ela,
Bebendo-a,
Sem senti-la,
Como verdadeira água.
Já me iludi tanto!
A vida prepara-me,
Para lá chegar.
Sinto-a num fechar de olhos.
Em uma melodia leve,
Que atravessa-me o corpo,
E chama-me durante a noite.
Estou quase!
Sei que vou nadar sobre ela,
E sede, nunca será sede.
Juntos seremos um mundo,
Feito de um oceano puro,
E verdadeiro.
Muitos beberam,
Para viver,
E para sentir de forma talvez igual.

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