Pensei tanto,
E tanto realmente não é.
Perguntei coisas aquele tempo.
Ao pouco que me respondeu,
Notei a falta de conhecimento,
Que tinha em relação a mim.
Fiquei magoado,
Fiquei a bater-me,
Até quis chorar!
Não consegui!
As lágrimas não me chegaram,
Nem suficientes foram.
Demasiado forte,
E talvez frio.
Apenas seco,
A um vazio de tanto sentir.
Nenhuma forma,
Nem uma pequena,
Ao que me tirasse de mim,
Esta sensação que me escurece.
Tanto tempo me calei,
Ao muito que tinha para dizer.
O que serei eu?
Não me importava,
E agora é o que me abala.
Do tempo me vou.
Tanta falta de importância,
Que sinto ao pequeno toque,
De palavras que não sei ouvir,
Nem sentir uma realidade.
Dão-me forma,
Ao que nunca fui,
Ao que não sei ser.
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