Tão longe me parece,
Mas tão perto,
Na realidade!
Esta Lua que me castiga,
Em várias fases soltas.
Vidente, de tanta falta de futuro.
Já estou a imaginar-me,
Assim velho, e só!
Em tantas palavras,
Apertam com força,
Iludindo os grandes vazios.
Barbas longas ou curtas,
Não interessa tanto!
Canetas no bolso da camisa.
Um caderno desorganizado,
Em recordação de muito,
Onde me fogem as palavras,
Com a tinta que as prende.
Em papel sujo de amor,
Que ainda mexe em mim,
Durante os longos anos,
Que irei sempre o sentir.
Enormes desordens choradas,
Em vómitos que alma tentará libertar.
Sem formas certas ou erradas!
Nunca pela boca que fala,
Que vive os beijos não beijados.
Livra tudo em mão,
E apenas escreve.
Calos feitos por uma caneta,
Que espeta,
E escreve dor,
Na maioria das vezes.
Em raridade,
Os sorrisos aparecem,
Nunca para mim!
Pelo menos assim parece.
Observo em sossego,
Dentro da tentativa de os escrever.
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