domingo, 3 de maio de 2015

Em tempestades,
Sempre em tempestades!
Assim é este meu jeito,
De tentar viver.
Não tão digno de sentir.
São tantos tornados,
Cheios de memórias,
Fotografias atrapalhadas.
Nunca me escapo!
Dou por mim,
E já lá estou,
Bem no meio.
Chove-me pelos olhos,
Tantas desculpas,
Tantas palavras,
Tantas coisas!
Perco-me sempre,
Nas soluções,
As próprias que desconheço.
Bocas que me desejam,
Aproveito as tempestades,
E faço que apenas voem para longe.
Não às quero para mim!
Fujo tanto em trovoada,
Onde me sinto sem coração.
Frio apenas,
E tão quente de tanto sentir.
Assim faço fim,
Quando o Sol chega,
Para me enganar mais uma vez.

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