segunda-feira, 15 de junho de 2015

Acordei,
Numa hora marada
Ao meio daquela noite.
Já não restava
Tanta sorte para dormir.
O dia quase chegava,
Pensei talvez
Em ver um filme, uma série.
Tudo para apenas não pensar
Tanto ou demais.
Parei naqueles segundos
Para decidir o resto das horas,
E acabei por o fazer.
Dei por mim,
Pensava, e mais pensava.
As palavras vinham-me à cabeça
Como se fosse um livro
Cheio delas,
Tanto escritas à máquina,
Tanto escritas à mão
Com notas explicativas
Não sei do quê.
Cansei-me,
Daquele silêncio,
E agarrei na minha viola.
De tantas músicas
Surgiu-me aquela em má hora.
Toquei um pouco até ao refrão
E parei logo sem hesitação.
Deu-me sede,
E sentia que tinha mesmo sede!
Talvez não fosse de água,
De outra coisa!
Não quis saber,
E fui até à cozinha.
Peguei num copo
E abri a torneira.
O copo ficava cheio,
Mas não via água.
Dei apenas dois
Ou mesmo três golos,
E deitei o resto fora.
De seguida,
Olhei para a janela.
A noite chamava o meu nome
E fui até lá.
Abri os estores.
Conquistou-me,
Com a sua beleza dos pequenos sons.
Sentia-me triste ao observar.
Meus olhos dentro de uma ligação
Com uma Lua cheia.
Depois de tanto tempo
Admirar aquilo tudo lá fora,
Cansei-me, e fui-me deitar.
Ainda não tinha muito sono.
Agarrei no mp3,
E deixei-me levar pelas músicas.
Mais pensava, e mais ainda.
Era tanto,
Que até dei por mim
Sem mesmo me ter dado.
Já dormia,
Dentro daquilo tudo.

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