terça-feira, 16 de junho de 2015

Era ali perto
O rio de tanto.
A noite estava forte
Em muita coisa.
Corri para ele
E nadei pelas memórias.
A minha pequena ideia
De talvez deixa-las ir,
Como garrafas perdidas
Com declarações de amor
Sem destino algo
De antigamente.
Falei tanto,
Enquanto olhava
Para aquele céu.
A lua brilhava
Mais do que nunca.
Parecia que me reconhecia
Como um ser só,
Que mais só se sentia,
E mais brilhava.
Senti-me abraçado num reflexo,
Tocava na minha sombra.
A noite estava cada vez mais clara.
Via muito mais até sem luz.
Olhei fixamente para a lua,
E sorria-me!
Ouvi uma pequena voz
Disse-me com paixão:
“Já podes ir para casa.”
Senti-me,
Estranhamente seguro!
Num impulso,
Apenas fui.

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