Bem tentei,
Fugir da noite,
Minha triste conhecida.
Tentei passar por ela,
Como desconhecido.
Num simples trocar,
Recordou-se de mim,
Sem olhar-me,
Sem nenhuma hesitação!
Abraçou-me,
E não me deixou ir dormir.
Tinha tanta pressa,
De lhe fugir,
E não me lembrar,
De como a conheço bem!
Seu escuro,
Tão escuro,
Ainda mais escuro estava!
Seu silêncio,
Tão barulhento,
Ainda mais barulhento se calava.
Não consegui!
E aqui ainda estou,
Já tarde.
Diz ter muito a falar,
Muito para que escreva.
Vazia.
Mais do que é normal!
Ao que me transforma,
Ao que me leva a ser.
Leva-me com ela,
A uma saudade,
Que muito escondia.
Estou tão cansado!
Mas não sei o que é dormir.
Cá fico!
Acompanhado,
Ao que me deixa mais só.
E pouco me sei,
Agora ao que me levo.
Já pouco importa,
Já é tarde para importar.
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