terça-feira, 2 de junho de 2015

Lá parecem!
Com a preocupação,
Ou a simples falta dela.
Poucos a sentem,
Ou ninguém a importa.
Uma vida de teatro,
Em que todos representam,
Puro cinismo fatal.
Chove interesse,
No próprio sentimento.
Tanto se demonstra,
Em pouco, em tão pouco,
Que se quer demonstrar!
Já ninguém liga,
Talvez.
Tudo tão habituado,
A muito hábito.
A mim cá me custa,
Continua-me a custar!
Garras de sobrevivência,
Onde não me conheço,
Mas já me sinto.
Poucos olhares,
Nada espero além dos “Olá’s”,
Que realmente se percebe,
O “Não quero saber!”
A vontade é ficar bem,
Para se mostrado bem.
Tantos olhares,
Em tantos que realmente importam.
Lá está,
Como fotografias que se definem!
Jogos de programação,
De grandes edições.
Tudo fica bem por fora,
E pouco se importa,
Ao que bate por dentro.
A fim de tanto,
Ao que nada acaba por ser.

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