Sou as tantas histórias
Que me esqueço.
Não me procures,
Já está muito escuro,
E tão tarde que se faz.
Em breve esquecer-me-ei,
Sem me lembrar.
Deixei-me assim,
E confortei-me ao conforto
Que tanto me desconforta.
Em tantas explicações
Não me quis explicar.
Já pouco sei.
Caminhei para o vazio,
E nem sei o que procurava.
Olhei para um espelho,
Olhei ao que meu lado estava.
Perguntava quem era,
A uma companhia a mais
Naquela pouca rua estranha.
Sentia que falava sozinho.
Não sei o que via,
E nem me lembro
Do que conhecia,
Ou mesmo fazia.
Perdia-me nos segundos
A mais que passava,
A mais que pouco sabia,
E nem me lembro quando
É que tudo começou.
Calei-me,
Em meio caminho,
E voltei a observar.
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