quarta-feira, 10 de junho de 2015

Era mestre,
Guerreiro,
A sábio de si mesmo.
Dentro dele
Um mundo guardado
Cheio de mistério complicado.
Milénios de pensares
Ao que menos descansa,
E se cala.
Corpo e alma
A pouco se conhece,
Daqui que vive
Sempre a tentar lutar.
Olhar para ele,
Nem sempre.
Poucos o sabem,
A nada que o sentem.
Tanto,
A impossível o sobra.
Raro sentido lhe toma,
A uma escolha sem sorte.
Sabe lá ele!
Chegou a hora.
Avalon o espera
Por suas lutas perdidas
A coração em espada.
Amor,
Já nada o garante.
Ser de um ser demais
Para assim viver.
Os portões abriram-se.
Em breve talvez vá,
Para finalmente partir.

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