quinta-feira, 11 de junho de 2015

Entrou-me,
Como cavalo de Tróia.
Passou-me,
Como flor sonhada.

Mil muralhas
Ao que me isolava.
Nenhuma escolha
Construí-me assim.

Foi por medo,
E mais com medo fiquei!
Beleza,
Em poucas palavras.

Tanto fez de mim
Ao verdadeiro
Que sentia ser,
A nada que sou.

Era presente,
De uma grande derrota.
Em mãos suaves,
E beijos doces.

Deusa de um antigo mundo
Em que me sentia pertencer,
E ser igual.
Descansei na sua pureza e morri.
  
Muito sonhava.
Já era tarde,
Dei por mim
Num fim que já esperava.

Assim me fui,
Como Tróia destruída.
Cravos que me agarrei,
Para saber como sangrar mais.

Voltei,
Para outro lado que me vou.
Em breve,
Talvez não volte mais.

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