Andava por a rua
Pouco conhecida.
Reflectia o vento
Do fim de tarde
Sem mais nada.
Olhava,
Caras estranhas,
Cavalos andar
Pela longa rua
Sem sentido algum,
Assim igual a mim.
Andava até que,
Lá estava ela,
A rapariga da fruta!
Milagre sem chuva
Numa janela diferente.
Despida pelo sorriso
Tímido reparado.
Fica em casa
E esperava a noite
Como lua apaixonada.
Em segundos não contados,
Fogo ardia-me por deparar
Tal beleza sonhada.
Não ouvia mais nada,
Esquecia o mundo
Quando a olhava.
Ali parado, admirava,
Ela e a noite, a noite e ela.
O músico já chegava,
Com a esperança
De trocos para vinho.
Tocava a música
Fluída em paixão,
Uma história de mim e dela
Nos meus braços vazios
Dentro de notas.
Tanto me conquistava,
Sorria como um parvo!
Agarrei em papel,
E escrevia o tempo
Que me perdia nela.
De repente,
Ela olhou-me, e sorrio-me
Como se já me esperava.
Tão bela tal imagem!
Largou o seu lenço
Banhado em perfume
De fruta doce.
Nada disse,
Sorrio-me outra vez
E foi para dentro,
Assim feliz de si.
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