Estou nas mãos
De um mundo louco,
Uma prisão envelhecida
Pelos meus olhos frios.
Em línguas deprimidas
Grito meu nome,
Procuro recordar-me
Quase como sou.
Neste mundo louco,
Vivo demais os passos
Tão pouco meus,
E condeno-me a um vazio.
Lamento a falta de esperança
De um tempo corrido,
Tudo fica para atrás
Sem nada saber sentir.
Na minha ausente presença,
Vivo um mundo que acaba
Pelos olhos amados,
Que tão pouco já existem.
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