Longo turista da noite
Esquecido por sonhos.
Ele não os sente,
Não os sabe realizar,
Ou simplesmente
Não os tem.
Um renegado da vida,
Escravo do seu sentir
Tão forte e estúpido.
Vive o mundo "perfeito"
Que não o sente,
Que não o sabe existir.
As belas emoções
Em vómitos de água fria,
Uma sujidade negra
Que lhe mata a alma
Todas as noites
Sem saber dormir.
Vivo está ele,
Dentro da morte
Que lhe faz respirar
Sem conhecer o dia.
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