Sinto a minha cabeça
Poluída do teu vazio,
Do teu sem sentido.
Sinto que te vais
E de mim me levas
Tudo o que sabia,
Pensava sentir.
Já não conheço
Os brilhos vistos
Dentro de teu sorrir,
Já não conheço
As letras do teu nome!
Sinto-me,
Perdido no teu nada
Que me chama
Sempre para ti.
As lágrimas secas,
Um bater calmo
É tão apertado!
O ignorar por minha
Tanta sobrevivência,
Por minha única opção.
Respiro um simples desejo
De sentir a tua voz
Apenas como um conforto
Que não é nada
Além de um doce vazio.
Se eu ao menos
Pode-se ser eu,
Se eu ao menos
Soubesse que existes
Talvez viveria.
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