segunda-feira, 30 de março de 2015

Olhei sem motivo,
Apenas uma vontade, uma fome.
Não era cruzado de nada,
Apenas olhei.
Nada vi, nada esperei ver,
Fui muito simples naquele olhar,
Cheio de palavras, de sentires.
Não esperei mais do que vazio,
Do que cores brancas e escuras.
Senti sabor com aquele olhar,
Foi muito pequeno de mim.
Perdi-me realmente,
Mas naquilo que não vi.
Meus olhos tristes ficaram,
Naquele simples olhar,
Um vazio seco cheio de lágrimas,
Talvez minhas, mas muito nuas de si,
Da realidade em que acreditam chorar.

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