sábado, 27 de junho de 2015

Em mim já pouco
Ou tudo a nada era.
Manifestações mínimas
Do meu constante.
Voei, e perdi-me.
São talvez hábitos,
Não tão habituados
Como parece.
Viver o momento
Dentro de outro momento,
Para sentir mais um momento
Que se calhar já pouco o seria.
Tento tanto não saber,
Tento a pouco o querer saber!
Destinava-me a ser assim,
Corrido a uma distracção
A nada que distraia.
Parei-me na estupidez
E não soube ser mais estúpido.
Assim fui,
Contado em bocados.
Muito já não faltava,
Muito não tanto era.
O resto?
Adiava-se para depois.
Agora não me quero assim!
Volto,
E fecho os olhos.
Nada apenas importa.

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